OIE certifica o Brasil como livre da aftosa com vacinação

Novo status sanitário foi entregue ao Brasil em Paris, durante reunião da Organização Mundial de Saúde Animal, e deve permitir a abertura de novos mercados para a carne brasileira.

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) recebeu, no dia 24 de maio, em Paris, durante a 86ª reunião da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), certificado que confere ao Brasil o status de livre da febre aftosa com vacinação. A nova condição sanitária, agora estendida a todos estados, além de Santa Catarina – estado considerado livre sem vacinação, é comemorada pelo país pois abre a perspectiva de ampliação de mercados para as carnes bovina e suína.

“O Brasil vem numa luta, em um programa de mais de 60 anos para erradicar essa doença. Nos últimos anos, o país fez um esforço muito grande para finalmente resolver o problema”, afirmou o ministro Blairo Maggi. “A partir desse reconhecimento, o Brasil tem novo status no mercado mundial e poderá acessar mercados que ainda estão fechados”. Maggi destacou tipos de carne que passarão a ser negociados, principalmente, com países asiáticos, entre eles, China e Japão. “Não era possível, até agora, por exemplo, exportar para a China carne que contém osso”.

Próximo passo – Programa elaborado pelo Ministério da Agricultura junto com produtores e a indústria veterinária prevê que até 2023 deverá ser possível cessar a vacinação no país, iniciando a retirada da vacina contra aftosa já a partir de 2019, começando por Acre e Rondônia. “Temos esse cronograma definido em função do fluxo de animais, porque uma vez declarado o estado como zona livre não é possível transitar mais por ele com animais procedentes de outro com situação diversa. E também há atuação nas fronteiras com Argentina, Paraguai, Bolívia, Venezuela, países com os quais há um programa conjunto”, explicou o ministro.

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