Início do ano de alta valorização do bezerro. Cenário não deve mudar tão cedo.

Mais do que nunca, a genética de qualidade faz diferença. Não somente em produtividade, mas também em rentabilidade. Afinal, touros melhoradores produzem bezerros de alto desempenho, que ganham peso e devolvem o investimento em mais arrobas.

Esse é o cenário do 1º trimestre de 2026. Segundo reportagem do portal da rádio Itatiaia, utilizando como fonte o CEPEA, “o mercado de reposição pecuária vive um momento de forte pressão altista”.

Segundo dados do CEPEA, desde o final de 2025, o preço do bezerro Nelore (8 a 12 meses) iniciou trajetória de valorização. Em 30 de março, era comercializado acima de R$ 3.000 por cabeça na maioria das 28 regiões monitoradas.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em 27 de março atingiu R$ 3.285,53. Em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI), este é o maior patamar de preços registrado desde dezembro de 2021.

Segundo os analistas consultados pela emissora, dois motivos puxam a valorização dos bezerros neste início do ano: Oferta restrita: há menor disponibilidade de machos no mercado e demanda aquecida: alta procura dos frigoríficos pelo boi gordo para atender às exportações.

“O período entre março e maio é historicamente marcado pelos maiores preços de reposição. É quando os pecuaristas precisam repor os lotes de bois gordos que saem para o abate. Com a exportação em ritmo acelerado, o giro nas fazendas aumentou, mantendo os compradores ativos na busca por bezerros e bois magros”, destaca a reportagem.

A tendência é que o mercado permaneça firme, desafiando as margens dos terminadores, que agora precisam equilibrar o alto custo da reposição com os preços recebidos pelo boi gordo.