A produção de carne bovina não tem acompanhado o avanço das exportações, apontam dados recentes do IBGE, destacados em artigo do CEPEA. “No primeiro semestre de 2025, o volume de carne bovina exportado (in natura e processada) superou em 164,1 mil toneladas os embarques do mesmo período de 2024, ao passo que a produção formal foi ampliada em apenas 122 mil toneladas”.
Pesquisadores do CEPEA analisam que a menor disponibilidade interna de carne eleva os preços do boi e da carne para um novo patamar, fato observado desde o ano passado.
“Os preços médios do boi (Indicador CEPEA/ESALQ) e os da carne (carcaça casada de boi no atacado da Grande São Paulo) estão cerca de 35% superiores aos registrados há um ano, em termos reais (já descontada a inflação)”. Esse cenário valoriza o melhoramento genético, que impulsiona a produtividade da pecuária.
A análise do CEPEA também mostra aumento da parcela das exportações no escoamento da carne produzida: no primeiro semestre de 2024, foram enviados ao exterior 25,1% da produção formal; nos primeiros seis meses de 2025, foram 28,7%.
