
2025 chegou ao fim e 2026 já está aí. Este momento de transição é marcado por chuvas intensas, altas temperaturas e pico de atividade biológica. Segundo a Embrapa Gado de Corte e a Embrapa Pecuária Sudeste, é a hora certa para olhar com atenção para a infraestrutura e a logística da fazenda, se preparando para os desafios de um novo ciclo. Os principais pontos de atenção são:
Cercas, porteiras e divisões de pasto: fazer inspeção frequente de cercas convencionais e elétricas, pois o solo encharcado facilita tombamento de palanques e curto-circuito em fios elétricos. Reforço dos esticadores e substituição preventiva de postes comprometidos. Verificação de porteiras e corredores de manejo, evitando fugas e mistura indesejada de lotes (especialmente durante a estação de monta).
Bebedouros e abastecimento de água: momento de fazer revisão estrutural de bebedouros de concreto, caixas e boias, que sofrem com deslocamentos por erosão. Controle rigoroso de lama, fezes e matéria orgânica, que aumentam contaminação e reduzem consumo.
Cochos e áreas de suplementação: atenção ao posicionamento em locais altos e bem drenados, reduzindo perdas de suplemento e risco de contaminação. Uso de lastro (brita, cascalho ou concreto) ao redor dos cochos minimizam lama e lesões de casco.
Estradas internas e acessos: importante fazer manutenção preventiva das estradas de serviço, com cascalhamento, limpeza de valetas e bueiros. Atenção ao planejamento de rotas alternativas para acesso a currais, piquetes e áreas de suplementação em dias de chuva contínua.
Currais, troncos e áreas de manejo: atenção à avaliação do piso do curral (antiderrapante, drenagem, declividade adequada). Correção de pontos de acúmulo de lama, que aumentam o índice de acidentes, estresse animal e riscos de contaminação. Planejamento de manejos (vacinação, diagnóstico de gestação, avaliação de touros).
Segurança do trabalho e eficiência operacional: um olhar para a equipe, com redução de riscos para vaqueiros: lama, escorregões e atolamentos são causas frequentes de acidentes. Organização prévia de insumos para evitar deslocamentos desnecessários. Uso de checklists operacionais diários.
Planejamento logístico integrado à produção: é produtivo integrar manejo reprodutivo, sanitário e nutricional à capacidade real de acesso da fazenda no período chuvoso. As chuvas estão aí, mas ainda é tempo de antecipação de atividades críticas.