
Os meses de março, abril, maio e junho marcam uma das etapas mais estratégicas nas fazendas da CFM: o período de desmama. Alinhado às exigências da avaliação genética da CFM, todos os bezerros, machos e fêmeas, são desmamados com cerca de 205 dias de idade (7 meses), momento em que passam por um rigoroso protocolo de pesagem e identificação individual.
Para garantir a máxima precisão dos dados, todas as pesagens são realizadas após um período de jejum de 12 horas. Logo após essa etapa, é feito o manejo de identificação: a equipe confirma a numeração da tatuagem, feita nas orelhas do animal logo após o nascimento, e faz a marcação à fogo do número na anca direita e em seguida, a tradicional marca “&” da CFM, na face esquerda.
Após o manejo, os animais seguem nos mesmos grupos de manejo estabelecidos desde o nascimento, nos quais permanecerão sem alterações até a avaliação de sobreano. De acordo com Tamires Miranda Neto, gerente de pecuária da CFM, a manutenção desses grupos e a precisão na identificação e na coleta dos dados são o que garantem a confiabilidade do programa de melhoramento.
“Durante a desmama, a exatidão na coleta de peso é a nossa prioridade máxima. Realizar a pesagem estritamente em jejum elimina distorções e nos dá o dado real do desempenho de cada animal, o que é fundamental para avaliarmos com segurança os resultados. Na CFM, cada processo é realizado com muito cuidado e rigor técnico para garantir o sucesso da avaliação genética”, destaca Tamires.
Além do foco total nos bezerros, o período de desmama marca a saída de algumas matrizes do plantel. As vacas que saíram vazias da estação de monta seguem diretamente para a terminação e são descartadas. Esse descarte cirúrgico de fêmeas improdutivas é um dos pilares da seleção da CFM para garantir a máxima fertilidade do plantel.
“O descarte rígido das vacas vazias é praticado na CFM desde 1980. Um rebanho de fêmeas comprovadamente férteis, produtivas e precoces é o reflexo direto desse trabalho de seleção”, conclui o gerente de pecuária.