O momento é da pecuária de cria

 

Com menos estoques de animais e mais tecnologias voltadas para o ambiente tropical, o segmento de cria torna-se mais lucrativo e, o melhor, tem espaço para continuar avançando. Esta é a opinião do economista Mauricio Palma Nogueira, diretor da consultoria Athenagro, em artigo para o portal Agfeed.

Para o especialista, há claras condições de trabalhar de maneira mais competitiva no ambiente de pastos do Brasil. E o Brasil é o único país a dominar essas tecnologias.

Nogueira compara a produção de bezerros em regiões de clima temperado e tropical. Nos países temperados, ele diz, o aumento da produção de bezerros depende do fornecimento de alimentação aos animais no cocho, o que gera um problema financeiro.

No caso do Brasil, a pecuária em amplas áreas é um diferencial, pois barateia a produção de bezerros. Historicamente, a atividade espalhou-se pelas dimensões do país, em muitas regiões sem boas práticas e investimentos em tecnologias. Esse processo de décadas atrasou o desenvolvimento da atividade como um todo e do segmento de cria em particular.

Mais recentemente, esse processo foi revertido, a partir da busca por maior produtividade por área. “Com estoques ajustados e a disponibilidade de técnicas no ambiental tropical, a atividade de cria passou a ser mais lucrativa em sistemas mais produtivos”, assinala. Além disso, complementa, “nos atuais preços de mercado, quantos mais bezerros uma fazenda produzir a partir da mesma área, mais rentável ela será”.

O artigo completo está acessível pelo link: www.agfeed.com.br/campo-das-ideias/desafios-da-pecuaria/o-grande-segredo-da-pecuaria-brasileira/