CFM INFORMA:
   
 
 
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ASSUNTO TECNICO
 
Diarréia em Bezerros
 
Higiene e manejo sanitário. Estas ações assumem papel essencial no combate à diarréia em bezerros, problema que gera prejuízos econômicos elevados à pecuária brasileira e envolve, além da perda de animais e gastos com serviços veterinários e medicamentos, a queda nos índices zootécnicos dos rebanhos.
 
Problema que acomete fundamentalmente bezerros entre o primeiro e o segundo mês de vida, a diarréia pode ser causada por vírus e bactérias presentes no ambiente.
 
Outros fatores que contribuem para a proliferação do problema são ambientes que apresentam condições precárias de higiene e alta concentração de animais. O ideal é que o pecuarista faça sempre o controle preventivo, “e isso deve começar já com cuidados especiais com as fêmeas em período final de gestação”, comenta Tamires Miranda Neto, médico veterinário responsável pelo rebanho da Agro-Pecuária CFM.
 
Neto destaca ainda que, no manejo da CFM, as vacas prenhes ficam em pastos de ótima qualidade, justamente para que elas possam melhorar sua condição nutricional nessa fase final da gestação. Isso é fundamental, já que é nesta fase que está em formação o colostro, primeiro alimento do bezerro e fundamental na formação da sua resistência imunológica. “Dessa forma, conseguimos evitar este tipo de problema no rebanho da CFM”, finaliza Neto.
 
Os sintomas mais freqüentes da diarréia são fezes moles, fétidas e, em alguns casos, com estrias de sangue, febre na fase inicial, podendo ocorrer, posteriormente, hipotermia, depressão, orelhas caídas, desidratação e emagrecimento rápido. A chave para o sucesso no tratamento das diarréias, segundo os próprios veterinários, é a rápida detecção do problema e intervenção imediata, com administração de uma solução bem balanceada para re-hidratação oral, contendo eletrólitos e nutrientes.
 
A profilaxia da doença normalmente é feita por meio de vacinação da mãe no final da gestação, com fornecimento adequado de colostro e higiene. O tratamento consiste em fornecer sulfas e antibióticos orais, soluções hidratantes e, em casos mais graves, medicação parenteral.